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quinta-feira, 12 de julho de 2012

Dúvidas Frequentes sobre Recidivas e Tratamentos




O que é uma recidiva (ou recorrência) do mieloma múltiplo?



Quando se fala em "recidiva", "recorrência" ou "progressão" do mieloma múltiplo, significa que a doença voltou a "aparecer", com sinais e/ou sintomas, mesmo depois de ter sido "tratado" anteriormente.

O tratamento das recidivas depende, essencialmente, da sua localização e extensão, bem como do tipo de tratamento anterior e do tipo de mieloma múltiplo.
 Importante Entrevista sobre Recidiva:

O papel do vorinostat no mieloma múltiplo recidivante/refratário.
Myeloma Today conversa com o Prof. Meletios A. Dimopoulos
 
Como o senhor define o mieloma múltiplo em recidiva  e “refratário”?  
Eu defino mieloma em recidiva como sendo uma doença clinicamente ativa em pacientes que receberam uma ou mais terapias anteriormente. O mieloma múltiplo refratário pode ser definido como uma doença progressiva (DP) ou uma doença estável (DE) enquanto estiver sob terapia, ou DP dentro de um período de 3 meses após a última dose da terapia anterior.
Quais são os desafios encontrados para tratar o mieloma em recidiva ou refratário?
Os pacientes com mieloma em recidiva ou refratário podem ser categorizados da seguinte forma: pacientes que são refratários à terapia de primeira linha, pacientes que estão em recidiva, mas não são refratários ao tratamento, e pacientes que estão em recidiva e refratários. Normalmente, o mieloma recém diagnosticado responde ao tratamento inicial. Entretanto, a maioria dos pacientes com essa doença eventualmente recai ou não respondem tão facilmente aos agentes antimieloma disponíveis atualmente. Em parte, isso pode acontecer devido à biologia evolutiva do mieloma e/ou ao desenvolvimento de uma resistência ao medicamento nas células cancerígenas.
Quais são as opções de tratamentos disponíveis atualmente para a doença em recidiva/refratária.
Atualmente, foram aprovados três novos agentes, na maioria dos países, para o tratamento do mieloma como terapia de primeira linha e/ou no seguinte grupo em recidiva/refratário: talidomida, lenalidomida (REVLIMID®) e bortezomibe (VELCADE®). Esses novos agentes são utilizados como uma terapia de primeira linha e podem fornecer benefícios clínicos na doença em recidiva/refratária. Mas nem todos os pacientes em recidiva/refratários responderão a esses medicamentos que foram aprovados recentemente, e essas respostas poderão ocorrer por um tempo limitado. Para os pacientes com mieloma em recidiva que são refratários a esses agentes, há uma necessidade urgente de desenvolver agentes específicos que promovam um controle duradouro da doença e alívio dos sintomas.
Por favor, fale um pouco sobre esses agentes específicos que estão atualmente sob investigação para o mieloma.
O progresso que está ocorrendo no tratamento do mieloma em recidiva/refratário é animador. Vários novos agentes de uma variedade de classes terapêuticas e com justificativas variadas para o uso no mieloma estão demonstrando um potencial para fornecer melhoras na resposta e na sobrevida em condições de recidiva /refratárias. Os agentes em desenvolvimento para o tratamento do mieloma resistente ao bortezomibe ou lenalidomida incluem: pomalidomida, carfilzomib, perifosine, elotuzumab e diversos inibidores da histona deacetilase (HDAC) (por exemplo, panobinostat, romidepsin e vorinostat). A conclusão das numerosas investigações clínicas em andamento deve determinar quais, se houver alguma, dessas novas terapias que estão surgindo são opções viáveis para um tratamento em pacientes com mieloma em recidiva/refratário.
Você esta envolvido nos estudos do vorinostat  para o mieloma em recidiva/refratário. Por favor, fale-nos sobre este composto e a história do seu desenvolvimento.
A inibição do HDCA pode representar um papel crítico para controlar o crescimento do tumor e aumentar a sobrevida. O vorinostat (ácido suberoilanilida hidroxâmico) é um inibidor oral HDAC que foi desenvolvido para o tratamento de diversas malignidades. Em 2006, o vorinostat foi aprovado pelos Estados Unidos para o tratamento de pacientes com linfoma cutâneo de células T que apresentam doenças progressivas, persistentes ou recorrentes seguindo as duas terapias sistêmicas. A segurança e a tolerabilidade do vorinostat foram bem documentadas em pacientes com malignidades hematológicas e pacientes com tumores sólidos. Estudos preliminares do vorinostate em pacientes com mieloma em recidiva/refratário não demonstraram uma atividade significativa do agente único, mas houve uma justificativa in vitro significante para combinar o vorinostat com bortezomibe e lenalidomida(Revlimid).
Qual foi essa justificativa?
Os dados pré-clínicos de vorinostat  no mieloma mostraram ter uma atividade antiproliferativa/pró-apoptótica contra as células mieloma humanas, supera o efeito protetor das células estromais de medula óssea nas células do mieloma, e intensifica a resposta das células do mieloma para outros componentes antimieloma. Os dados dos estudos pré-clínicos forneceram a “prova de conceito”, que levou ao desenvolvimento de estudos clínicos para explorar mais a atividade desse componente no mieloma. VANTAGE 074, um estudo fase I, multicêntrico, aberto de vorinostat, lenalidomida e dexametasona para o mieloma em recidiva/ refratário com o intuito de determinar a dose máxima tolerada (DMT) para o regime dos três medicamentos combinados. A maioria dos pacientes do estudo recebeu terapia anterior utilizando bortezomibe, talidomida, e /ou lenalidomida. Baseado nos dados preliminares de abril de 2010, 26 de 30 pacientes, avaliáveis para a eficácia (86,7%), tiveram benefício clínico: resposta completa (RC) + resposta parcial (RP) + resposta mínima (RM) + doença estável (DE) em tratamento. Além disso, os dados mostraram que a DMT não foi alcançada, sem limite da dose de toxicidade (LDT) proibindo assim o escalonamento da dose. Isso indica que o vorinostat combinado com lenalidomida e dexametasona pode ser um regime oral eficaz e em geral ser bem tolerado para pacientes com mieloma em recidiva/refratário. Outras coletas de dados e análises estão em andamento, e um estudo fase II está programado. De fato, os estudos clínicos fase I e fase II de vorinostat no mieloma mostraram uma atividade interessante indicando que houve uma sinergia clínica entre o vorinostat e bortezomibe, assim como no vorinostat e lenalidomida. A investigação de vorinostat mais lenalidomida foi apresentada em uma reunião anual recente da Sociedade Americana de Hematologia (ASH), Sociedade Americana de Oncologia Clínica (ASCO) e da Associação Européia de Hematologia (EHA), o vorinostat demonstrou ter atividade em pacientes com mieloma altamente pré-tratado e em pacientes que são refratários à bortezomibe e lenalidomida.
Quais são os estudos clínicos significantes que estão em andamento?
Atualmente, foram aprovados três novos agentes, na maioria dos países, para o tratamento do mieloma como terapia de primeira linha e/ou no seguinte grupo em recidiva/refratário: talidomida, lenalidomida (REVLIMID®) e bortezomibe (VELCADE®). Esses novos agentes são utilizados como uma terapia de primeira linha e podem fornecer benefícios clínicos na doença em recidiva/refratária. Mas nem todos os pacientes em recidiva/refratários responderão a esses medicamentos que foram aprovados recentemente, e essas respostas poderão ocorrer por um tempo limitado. Para os pacientes com mieloma em recidiva que são refratários a esses agentes, há uma necessidade urgente de desenvolver agentes específicos que promovam um controle duradouro da doença e alívio dos sintomas.
O Segundo maior tratamento clínico de vorinostat em andamento é o VANTAGE 088, um estudo fase III, multicêntrico, randomizado, duplo-cego de vorinostat ou placebo combinado com bortezomibe em mieloma em recidiva. O objetivo inicial desse estudo é determinar a sobrevida livre de progressão (SLP) de vorinostat mais bortezomibe, comparado com placebo mais bortezomibe, em pacientes que apresentam mieloma e que receberam entre um e três regimes de tratamentos anteriores. Os pacientes aceitos nesse estudo não poderão ser refratários ao bortezomibe.
O senhor está envolvido com esses dois estudos clínicos que estão em andamento atualmente?
Sim, estou trabalhando tanto no VANTAGE 088 como no VANTAGE 095 como um membro do comitê diretor. O estudo VANTAGE  é o estudo clínico mais amplo para miolema, envolvendo 742 pacientes em 265 centros em 32 países por todo o mundo, o VANTAGE 088 deve concluir o processo de inclusão no próximo ano. O VANTAGE 095 está próximo de concluir o processo de inclusão de paciente, e devemos ter uma análise temporária formal completada até o fim deste ano.
Ainda não temos a resposta final dos dados do estudo VANTAGE 095, mas os dados preliminares mostraram que vorinostat tem atividade no mieloma. Isso é muito interessante, principalmente considerando que esses dados vêm de uma população de pacientes altamente pré-tratados. Claro que temos que esperar até que o estudo esteja completamente finalizado. No entanto, esperançosamente, continuaremos a ver respostas induzidas em 20-30% dos pacientes participantes que têm a doença que é por outro lado refratária a todos os tratamentos padrões. Submetemos um resumo ao ASH 2010, e está sob análise agora.
Qual a sua avaliação sobre o vorinostat  até o presente momento?
Acredito que o vorinostat é um componente muito interessante. Até agora, a segurança do componente parece satisfatório, e esperamos que os dados também mostrem uma eficácia positiva. Claro, os pacientes que recebem o vorinostat  precisam ser acompanhados de perto, e podem precisar de um ajuste na dose, pois ele está associado com a toxidade gastrointestinal, sensação de fraqueza e fadiga. Entretanto, a combinação de vorinostat com bortezomibe ou lenalidomida tem demonstrado em geral ser bem tolerada.
Alguns pacientes do estudo com mieloma resistente, em que não há outras opções de tratamento disponíveis, estão mostrando resposta do vorinostat com bortezomibe. Dessa forma, tanto o VANTAGE 088 quanto o VANTAGE 095 são estudos clínicos muito importantes. Estamos esperando ansiosamente para a sua conclusão, já que, há uma esperança razoável de que os resultados desses estudos possam ser direcionados a uma nova opção de tratamento que será aprovado para pacientes com mieloma avançado. MT


Poderei participar em ensaios clínicos que estejam a decorrer?

Os ensaios clínicos, em oncologia, são estudos de investigação realizados em voluntários, cujo objetivo é estudar novas abordagens no tratamento do cancro e tentar prevenir a sua recorrência.
Se participar num ensaio clínico, tem a possibilidade de, em primeira-mão, poder beneficiar de novos tratamentos que já se mostraram promissores, nas etapas anteriores da investigação, e que ainda não estão disponíveis no mercado.
Os ensaios clínicos são uma opção muito importante e essencial para muitas pessoas com câncer.Atualmente existem ensaios clínicos em todos os estágios dos diferentes tipos de câncer.
Se tiver interesse, pergunte ao seu médico se há possibilidade de participar em algum ensaio que esteja a decorrer e que seja adequado à sua situação clínica. Essa participação poderá ser uma experiência muito interessante para si, inclusive tendo em conta todo o acompanhamento médico adicional que irá envolver.
As pessoas que participam em ensaios clínicos podem beneficiar das abordagens mais inovadoras. Os dados obtidos nos ensaios são muito importantes para se conhecer melhor a doença e, como tal, a sua possível e desejável cura.

O que são cuidados paliativos?

Em algumas situações, recorre-se apenas aos "cuidados paliativos", cujo objetivo já não é curar o câncer, mas sim aliviar os sintomas da doença e melhorar a qualidade de vida da pessoa, através do controle e diminuição da dor, do alívio dos efeitos secundários dos tratamentos, como as náuseas, os vómitos e outros sintomas, claramente incomodativos no dia-a-dia de uma pessoa com câncer. Estes tratamentos - tratamentos de suporte - podem ser utilizados em simultâneo com outros tratamentos para o cancer, cujo objetivo será tentar desacelerar a progressão da doença.
Deve proporcionar-se a máxima qualidade de vida possível a estes doentes e aos seus familiares. São cuidados de saúde ativos e rigorosos, que combinam ciência e humanismo. Os cuidados paliativos ajudam a pessoa a sentir-se melhor, física e emocionalmente.
Para melhor compreender o que são cuidados paliativos ou para esclarecer qualquer dúvida, sempre pergunte ao seu médico.

Como será a recuperação do mieloma múltiplo?


Em todas as etapas da doença, é importante manter uma atitude positiva: tudo será mais fácil de ultrapassar!
O período de recuperação das pessoas em tratamento é muito importante, e varia de acordo com as características individuais, com a extensão da doença e o tratamento recebido. Este período começa imediatamente após a cirurgia e, se até aqui podia haver o receio do que iria acontecer, dos tratamentos, da cirurgia…dentre outros,a partir deste momento, o importante é assegurar que tudo corre bem durante a fase seguinte – a recuperação.
É importante cumprir à regra todas as indicações dadas pelo seu médico e restantes profissionais de saúde que estão a acompanhar seu caso. Fale com o seu médico sobre qual a melhor forma e momento para iniciar alguns exercícios especiais, que possam auxiliar na recuperação do mieloma múltiplo.

O que fazer para melhorar a sua vida?

A alimentação


Durante a quimioterapia o seu apetite pode diminuir. Deve, contudo esforçar-se por manter uma alimentação cuidada. Se tiver dificuldade na deglutição procure tomar alimentos passados. Por exemplo, em vez de um bife, porque não comer a carne raspada ou picada?
A sua alimentação deve ser variada por isso não se esqueça da fruta e dos legumes. Varie os legumes e descubra novas maneiras de cozinhá-los. Coma sempre sentado à mesa. Mesmo que se sinta cansado esforce-se por se levantar e coma na sala. Procure comer os seus pratos preferidos, mas deve também aproveitar para experimentar novos pratos. Componha o prato de uma forma agradável, e ponha a mesa como se tivesse sempre visitas. Tem que ter em mente que “os olhos também comem”.
Coma pausadamente e aprecie a comida. Durante o período da quimioterapia deve beber líquidos em quantidade (2 ou 3 litros por dia). Se gostar de água pode beber à vontade, mas lembre-se que existem outros líquidos deliciosos como o chá ou os sumos. Há imensos chás e pode até misturar várias qualidades para obter gostos diferentes.

Aspectos emocionais

O diagnóstico da sua doença veio alterar a sua vida. Tem agora outros desafios para vencer. Tente adaptar-se da melhor maneira possível à nova situação.
Aproveite o seu tempo livre para fazer coisas de que gosta. Procure manter-se ativo e evite estar sempre a pensar na doença. Uma atitude positiva vai ajudá-lo a ultrapassar os piores momentos. A sua família e os seus amigos têm agora uma boa oportunidade de mostrar como o apoiam. Seja receptivo a essas manifestações de afeto e amizade.
Lembre-se que há cada vez mais avanços no tratamento desta doença que lhe vão permitir viver mais tempo e com melhor qualidade de vida.

Atividade física

A imobilidade agrava a doença óssea. Deve evitar estar acamado ou muito parado.
Deve fazer exercícios como andar a pé ou fazer natação. Deve evitar fazer exercícios violentos. Também deve evitar carregar pesos. Não se esqueça que os seus ossos são mais frágeis que os das outras pessoas e que a exposição a traumatismos pode com facilidade levar a fraturas.
No que diz respeito à sua vida sexual poderá manter uma vida sexual idêntica à que tinha antes do diagnóstico. Com a evolução da doença é provável que experimente algumas dificuldades a que terá que se adaptar, do mesmo modo como terá que o fazer com outras atividades. Em caso de dúvidas fale com o seu médico.

Vigilância

Nas fases de doença ativa o seu médico vai-lhe pedir exames e prescrever terapêutica adequada. Mesmo em fases de doença estável irá ficar em vigilância periódica, embora mais espaçada. Ao doente cumpre-lhe estar atento para algumas alterações. Se se sentir mais cansado pode ter havido um agravamento da anemia. Nesse caso o seu médico vai prescrever-lhe medicações para ajudá-lo a ultrapassar essa fase.
Se a anemia for mais grave poderá mesmo ter que levar algumas transfusões de sangue. Pode também surgir febre. Evite expor-se a diferenças de temperatura e evite contatos com pessoas infectadas. Se surgirem sinais de infecção deve recorrer ao seu médico. Esteja preparado para alturas de agravamento da dor. Se for necessário deve tomar alguns analgésicos que o seu médico lhe receitou e que deve ter sempre em casa. Se mesmo assim a dor não ceder , caso seu médico concorde,poderá ser avaliado numa Consulta da Dor, que existe em quase todos os hospitais, onde lhe podem dar medicamentos mais fortes.

2 comentários:

  1. Meu Pai está em recidiva, e este artigo veio para nos orientar, em linguagem que entendemos, Os médicos falam de forma muito difícil para meu Pai compreender, li o artigo para ele, e foi muito útil.
    Muito agradecida por tudo que Vocês estão fazendo .
    Luiza Ribeira Costa Lima- Patrocinio

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  2. Simples e claro. Por que será que os médicos não falam assim conosco?
    Marta Salgueiro- Paulinia

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