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terça-feira, 5 de junho de 2012

Agregando os conhecimentos da medicina convencional e os da medicina complementar


Medicina Integrativa




A Medicina Integrativa é uma especialidade médica, ainda muito nova no Brasil, que cuida do paciente considerando seu corpo, sua mente e seu espírito, incluindo também todos os aspectos da sua vida.
Agregando os conhecimentos da medicina convencional e os da medicina complementar, a medicina integrativa estabelece um equilíbrio entre as abordagens já existentes. São técnicas terapêuticas utilizadas para favorecer o alívio da dor, minimizar os efeitos colaterais do tratamento e reduzir ansiedade e estresse, trazendo bem-estar e qualidade de vida para o paciente.


O que é a Medicina Integrativa?

A Medicina Integrativa é a prática terapêutica que aborda de forma integral e completa o processo de cura do paciente, envolvendo sua mente, corpo e espírito. Ela combina a Medicina Convencional com as práticas de Medicina Complementares, que tenham se mostrado mais promissoras. Exemplo: usar conhecimentos de relaxamento para reduzir o estresse durante a quimioterapia.

Quais são os principais motivos que estimulam o paciente e/ou seus familiares a procurarem a medicina integrativa?

Os principais motivos que estimulam o paciente e/ou familiar a procurarem a medicina integrativa são:

1. Auxilio no tratamento dos efeitos colaterais aos tratamentos de câncer, como náusea, dor e fadiga. Exemplo.: A utilização de eletroacupuntura para diminuir a náusea no período pós quimioterapia.
2. A obtenção de conforto e alívio das aflições decorrentes do tratamento, e consequente estresse. Exemplo.: A prática de uma atividade com foco na respiração levando a diminuição da ansiedade antes de realizar um exame de controle.

3. Sensação de estar fazendo “algo mais” por si mesmo. Ex.: A importância da alimentação na sensação de melhora da fadiga durante o tratamento.

4. Tentativa de conseguir o melhor para o tratamento e a cura do câncer. Ex.: Todas as pessoas possuem uma capacidade inata de autorecuperação e cura, as práticas e orientações complementares ao tratamento, serão determinantes na promoção desta capacidade.

De que forma a medicina integrativa pode colaborar “em conjunto” com o tratamento médico convencional?

Muitos pacientes relatam que buscam na medicina integrativa formas de reduzir os efeitos colaterais da medicação usada durante o tratamento; aumentar a sensação de bem-estar e qualidade de vida; minimizar sentimentos negativos como medo, stress, depressão e ansiedade. Dessa maneira, a junção da medicina integrativa e a medicina convencional contribuem para melhorar a qualidade de vida e aumentar a sensação de bem-estar destes pacientes.

O paciente deve falar com o seu médico antes de utilizar qualquer prática da medicina integrativa?

Alguns pacientes receiam que seu médico desaprove ou não compreenda o uso da medicina integrativa. Sabemos, porém, que os médicos aceitam e valorizam o desejo do paciente em participar ativamente do processo de cura. O médico sempre irá desejar o melhor para seu paciente, ansiando por fazer o trabalho em conjunto. Fale com seu médico para assegurar-se de que todos os métodos escolhidos podem atuar em harmonia. Este posicionamento é importante, porque escolhas que parecem seguras - como certos alimentos e fitoterápicos - podem interferir no tratamento proposto pelo médico responsável.

O que o paciente deve perguntar ao médico a respeito da medicina integrativa?
Quais as opções dentro da medicina integrativa são eficazes para:

Ajudar a enfrentar meu problema, reduzir o estresse e me sentir melhor?
Ajudar a me sentir menos cansada?
Ajudar a lidar com os sintomas do câncer como a dor, ou os efeitos colaterais do tratamento, como as náuseas?

Se eu decidir usar alguma terapia da Medicina Complementar:
A terapia escolhida poderá interferir no meu tratamento, ou interagir com a medicação em uso atualmente?
Você pode me ajudar a compreender melhor todas essas informações sobre a medicinas integrativas?
Você trabalhará em conjunto com o terapeuta indicado?

Existem lugares específicos para o tratamento da medicina integrativa?

O Hospital Albert Einstein em São Paulo disponibiliza um serviço pioneiro de Medicina Integrativa e Complementar focado nos pacientes oncológico.

Em todos os hospitais Brasileiros existem programas e serviços de Medicina Complementar voltados ao paciente.

Nem sempre estes serviços são oferecidos de forma integrada ao tratamento, sendo neste caso fundamental que estas práticas sejam informadas ao Oncologista responsável pelo paciente. Só assim o paciente aproveitara de maneira completa desta sinergia, o melhor do tratamento convencional com o melhor do complementar, sempre pensando em promover sua capacidade inata de cura e equilíbrio.

A Organização Mundial de Saúde, define saúde como um estado de completo equilíbrio físico, mental e social e não meramente a ausência de doenças; neste sentido a Medicina Integrativa e Complementar, pode em muito ajudar os pacientes no caminho de restabelecer sua saúde integral.

Algumas dicas e orientações gerais

Observar a importância do auto-cuidado durante e após o tratamento.

Se alimentar com qualidade, buscando uma dieta que promova a diminuição da inflamação (menos açúcar, mais legumes, mais peixes...)

A importância de observarmos a presença do Stress excessivo em nossas vidas, e nos permitir relaxar.

Essas duas dicas, são orientações que se observadas e incorporadas no dia a dia, trarão com certeza benefícios adicionais ao tratamento.

Fonte:http://www.oncoguia.org.br

sexta-feira, 1 de junho de 2012

Por que é importante que pacientes e sobreviventes se comuniquem bem com seus parceiros?

Comunicação com parceiros e familiares



Por que é importante que pacientes e sobreviventes se comuniquem bem com seus parceiros?

Parceiros, cônjuges ou companheiros são normalmente a primeira fonte de suporte e apoio para os indivíduos que enfrentam o câncer. Se a comunicação entre estes for de má qualidade, pacientes e parceiros podem se sentir muito sós, desprovidos de apoio ou suporte.

O câncer pode afetar negativamente o bem-estar dos sobreviventes. Isso também acontece com os parceiros. Alguns enfrentam até um estresse emocional mais intenso do que o do próprio paciente. Ambos podem sentir emoções como medo, raiva e culpa. O estresse também é comum tanto em pacientes quanto em parceiros.

O declínio do status emocional e físico de um paciente pode criar um “ciclo de estresse” no casal em que o estresse de um deles alimenta o do outro, que caba retornando para o primeiro.

Algumas formas pelas quais pacientes/sobreviventes e parceiros podem se beneficiar de uma boa comunicação;

·        Troca de suporte emocional.
·        Ajuda na tomada de decisões.
·        Apoio e encorajamento
·        Aprendizado de formas alternativas para ver situações difíceis.
·        Ajuda no processo de comunicação com a equipe de saúde.
·        Esclarecimento de pontos mal entendidos ou compreendidos.
·        Aprendizado de estratégias de enfrentamento novas.
·        Encorajamento para aquisição de hábitos saudáveis (deixar de fumar, alimentar-se mais corretamente etc.).
·        Planejamento para o futuro (inclusive cuidado de filhos, gravidez após o câncer, considerações financeiras etc.).
·        Discussões sobre troca de papéis e responsabilidade no relacionamento.
·        Conhecimento dos desejos do paciente/sobrevivente, se este estiver impossibilitado de comunicá-los.
·        Resolução de problemas referentes a mudanças nas relações sexuais e expressões de intimidade.
·        Manter a qualidade da relação.
·        Usar a experiência do câncer para enriquecer e fortalecer o relacionamento.

Embora seja bem compreendido que os parceiros podem exercer um papel muito importante na resposta emocional dos pacientes à doença e à vida após o tratamento, alguns motivos impedem a boa comunicação entre pacientes e parceiros. Em certos casos, o parceiro não mostra uma posição encorajadora à comunicação aberta. Alguns motivos para isso podem ser:

1. O parceiro não quer falar sobre o que o sobrevivente está enfrentando, porque isso o entristece muito.
2.   O parceiro assume uma postura super protetora e não permite que o paciente tome nenhuma atitude.
3.   O parceiro quer, a todo o custo, que o paciente “volte ao normal”, como se a experiência do câncer não tivesse acontecido.

Alguns assuntos são especialmente difíceis pois pertencem a um setor muito íntimo e próprio daquele que teve o câncer. São de difícil compreensão para os parceiros.
Por exemplo:
·        Viver com a incerteza.
·        Estresse.
·        Sentimentos de culpa.
·        Dificuldades financeiras.
·        Medo da recidiva.
·        Mudanças nas perspectivas de vida e possibilidade da morte.
·   Reconhecimento de sintomas de recidiva ou outros problemas físicos.
·        Perdas de todos os tipos: emprego, amigos, habilidades.
·        Mudanças de papéis e responsabilidades.
·        Raiva.
Veja alguns sintomas de que a comunicação entre paciente e parceiro não vai bem.

1.   Você e seu parceiro têm desentendimentos freqüentes, o que não acontecia antes da doença.
2.   Você ou seu parceiro freqüentemente evitam conversar.
3.   Você ou seu parceiro passam a fazer uso freqüente de sarcasmo, críticas ou apelidos.
4.   Você se vê freqüentemente escondendo coisas do seu parceiro.
5.   Vocês passam a ter problemas sexuais ou em outras formas de expressar carinho (carícias, compartilhamento de intimidades)
6.   Você se vê confiando mais em terceiros do que no seu parceiro.
7.   Você não pede ajuda ao parceiro.
8.   Você se sente emocionalmente ferido por seu parceiro.

Se, porventura, você ou seu parceiro responderem com agressão física, procurem imediatamente por ajuda.
As opções de ajuda estão disponíveis na equipe profissional de cuidados. Nem sempre a boa vontade é suficiente para garantir que não sejam adotados caminhos contra indicados.

• Medo da recidiva
• Fadiga
• Cancerofobia - o imaginário do câncer
• Dimensão espiritual da saúde
• Estresse e câncer
• Estresse todos no mesmo barco
• O olhar para além da doença física
• Reflexões sobre a espiritualidade prática
• Saúde e espiritualidade

[Enviado por Gimeni Alkmim]

Abrale - Apoio Psicológico Atendimento Individual